Golpes digitais na Copa do Mundo 2026: veja os principais riscos e como evitá-los
10/9/20251 min read
A Copa do Mundo de 2026 promete ser histórica: 48 seleções, 104 partidas, três países-sede (Estados Unidos, Canadá e México) e bilhões de olhos atentos. Mas enquanto os fãs se preparam para torcer, os cibercriminosos já estão em campo — e jogando pesado.
A Norton, referência global em cibersegurança, lançou um alerta que deveria ser manchete: grandes eventos esportivos são terreno fértil para golpes digitais. E não é exagero. A empolgação, a urgência por ingressos e a avalanche de informações criam o cenário ideal para fraudes sofisticadas. Sites falsos, perfis enganosos nas redes sociais, concursos fraudulentos e até agências de viagem fantasmas estão entre os riscos mapeados.
O que mais me chama atenção — e me preocupa — é o uso do chamado envenenamento de SEO. Golpistas criam páginas maliciosas que aparecem nos primeiros resultados de busca, simulando portais oficiais. É o tipo de armadilha que pega até os mais atentos. E quando o torcedor está com o coração acelerado, querendo garantir seu ingresso ou aproveitar uma promoção, o clique impulsivo vira convite para o desastre.
Outro ponto crítico é o FOMO — o medo de ficar de fora. A ansiedade por não perder o evento faz muita gente ignorar sinais óbvios de golpe. Ingressos impressos, QR codes compartilhados, pagamentos fora das plataformas oficiais… tudo isso pode parecer inofensivo, mas é exatamente onde mora o perigo.
A recomendação da Norton é clara: verifique URLs, desconfie de ofertas milagrosas, use autenticação de dois fatores, evite redes públicas e nunca transfira dinheiro para contas pessoais. E se cair em um golpe, denuncie. A omissão só fortalece os criminosos.
Este alerta não é só sobre futebol. É sobre como a nossa relação com a tecnologia precisa amadurecer. Não basta torcer com paixão — é preciso navegar com consciência. A Copa será linda, mas que ela não vire motivo de dor de cabeça digital.
