Lesões na Copa do Mundo: o desafio do calendário do futebol

7/15/20261 min ler

person in white and red soccer jersey kicking soccer ball
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A Copa do Mundo de 2026 não trouxe apenas emoções em campo, mas também um preocupante saldo de lesões. Com dezenas de jogadores afastados por problemas musculares, articulares e fraturas, o debate sobre o calendário intenso do futebol e a recuperação dos atletas está mais presente do que nunca.

Um levantamento destacou que entre 45 e 55 atletas das 48 seleções participaram, enfrentando alguma forma de lesão que resultou em desfalque. Casos notáveis incluem jogadores como Lucas Paquetá e Raphinha pela seleção brasileira, Enzo Fernández da Argentina e até mesmo o canadense Ismaël Koné, que sofreu uma fratura grave.

Segundo o Dr. Harley de Nicola, médico radiologista da FIDI, o futebol atual exige uma intensidade física muito maior do que no passado. "Quando essa carga é combinada com um calendário apertado, deslocamentos frequentes e pouco tempo para recuperação, como foi o caso da Copa, o risco de lesões aumenta consideravelmente", afirma.

O tratamento adequado começa com uma avaliação clínica precisa, seguida por exames complementares. Para lesões musculares, como as de Lucas Paquetá e Raphinha, a ressonância magnética é o exame mais comum. Já para lesões articulares, a combinação de radiografia e ressonância é fundamental para uma análise eficaz.

Além disso, a abordagem médica está focada em evitar que os atletas regressem ao campo antes de uma recuperação total. Uma volta precipitada pode aumentar significativamente o risco de novas lesões, comprometendo ainda mais a carreira dos jogadores e as equipes que dependem deles.

Assim, o saldo de lesões observado na Copa do Mundo reacende uma reflexão necessária sobre a saúde e bem-estar dos atletas no mundo do futebol. Buscar uma melhor gestão do calendário e das condições de jogo é fundamental para preservar esses talentos e garantir que possam continuar a encantar o público mundial.